Tão solitário. É uma ferida que teima em não sarar.
Um choro vindo "do nada". "Apenas" todas a repreensão das emoções. Muralhas que se levantam automaticamente, sem pedir ou querer. Protegem em reconhecimento, mas também impedem de simplesmente fluir...
Não és suficiente. Não és necessária. Não és digna. Não mereces atenção. Não mereces ser vista.
Dói. Ecoa acima dos constantes pensamentos. Preferem também esconder-se pelas sombras.
Explosão. Os dias são uma sensação de vazio, todos são iguais. Uma rotina, se é que realmente existe, não importa o esforço para combater a letargia. Perdem-se neles mesmos, não importa se existe uma mudança de hábito, tentativas (maior parte falhadas) de introduzir algo novo. Mesmo para os que apenas existo, para o que me dá prazer ou o corpo pede para parar e apenas estar em mais um dia.
E eu perco-me neles, sendo absorvida na espiral "ignorada" que coloco a mim mesma. Combater e lidar com as forças visíveis e invisíveis. É sufocante.
Um oceano calmo no exterior, no entanto, nas suas profundezas as correntes têm a força de produzir um caos. Colapsando a harmonia por onde passa, e dá lugar a uma nova calma e reajustes necessários.

Abraçonho de luz!
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