Aquela memória assombrava-o. Em criança acordava aterrorizado, mas ao passar pela adolescência era o pesadelo que se tornou confortável. Em adulto era um lugar recorrente para qual a sua mente o levava ao enfrentar a sua inexistência sentida.
Uma tarde de outono, o sol a começar a deslizar até ir desparecedo no horizonte. O céu a ficar iluminado por tons laranjas e rosas. As árvores despidas, a mostrarem a sua cor castanha que misturada com os raios de sol, realçava a seiva em dourado e o musgo em verde. O chão coberto por folhas criando um tapete de tons castanhos, laranja e verde.
A meio do caminho deparava-se sempre com uma imagem branca pouco nítida. Pelas imensas vezes que se tentava aproximar, era puxado e afastado, sem descobrir o que representava...
Um dia como os outros, estava a dissociar do barulho de fundo, quando entra em deja-vu. Como se estivesse a sonhar acordado aqueles pesadelos que sempre fizeram parte. Mas desta vez a imagem branca estava a tornar-se mais nítida e próxima. O branco moldasse num berço e lá dentro encontra-se ele, em bebé. A pessoa que não nasceu, mas que criou toda uma história para sentir a vida.
Gostei muito do teu texto. Uma descrição cénica que nos leva a caminhar por entre as árvores e um desenlace inesperado! Adorei!
ResponderEliminarMuito obrigada pela partilha e uma boa noite!
Isto foi demasiado profundo para o meu pobre intelecto alcançar toda a sua dimensão, por isso creio que não falho quando digo que é fantástico!
ResponderEliminarMuito bonito
ResponderEliminaroh, obrigado
ResponderEliminarahah, já sabes que tirar vários sentidos e deixar as coisas em abero está no sangue
ResponderEliminarObtigadooooo!
Obrigado
ResponderEliminarmuito interessante! gostei
ResponderEliminarbeijinhos e dias felizes