quinta-feira, 18 de setembro de 2025

Vista por uma noite

Somos crianças a querer crescer e ser adultos, e em adultos vivemos para darmos e sermos a criança que apenas queria era ter vivido o presente, ainda mais. 


É isso que define-me aos meus 30 anos. A querer dar-me o melhor, a dar colo e atenção as partes esquecidas e renegadas, a viver o presente com as possibilidades de ser adulta


A criança que vivia no mundo da fantasia, a adolescente que adormecia a imaginar cenários na mente, a jovem que não imaginava onde estaria, a adulta que fartou-se de se negar-se. 


E sem saber vou riscando itens da minha lista que nem sabia que existiam e precisava de os viver. Ser inundada de uma sensação de plenitude, serenidade, felicidade.


Foi assim o fim-de-semana, passado na região rural de frança , com a natureza, quintas com campos e ruas até onde a vista podia ir. Parecia que tinha voltado à portugal, à terrinha com o silêncio que só o campo e viver numa aldeia pode trazer. Só que com regalias. 


Senti-me uma princesa, como sempre desejei mas nunca pedi. A ocasião era o meu aniversário, tinham feito mais planos dos que foram realmente realizados, descansar e aproveitar um jacuzzi com uma vista tão calma, não ter que ser dona de casa, estar rodeada de pessoas com as quais não há necessidade de máscaras ou medir palavras. E por uma noite ser as atencões, desejada, cuidada, vista!


Trago não só memórias, mas sensações. Um sorriso na cara, um conforto no coração


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