sexta-feira, 26 de abril de 2024

asas de sangue

pequena e fraca em asas cobertas de sangue.


sem saber em que direção seguir. tão simples como subir ou caminhar sobre o desconforto das pedras.


impedida pela pena que vêm do coração, e travada pelas muralhas de entorpecimento.


 


um ser humano que não é perfeito, uma falha perante a sociedade. uma personalidade diferente que é colocada na caixa de problemática e difícil. onde encaixar? como encaixar? 



em que tempos é que larguei a mão de sentir felicidade? de amar? de não sentir estar a passear pelos penhascos.


caótico, no meio de uma liberdade extravagante. quem sou eu, entre os estilos que me fazem vibrar, as palavras que me permitem sonhar e escapar, entre as muralhas de ficar escondida da realidade. 


perdida. cansada. despedaçada. fraca. despersonalização. 

presa em mim mesma. fugida do mundo.


sem dar importância. sem amoldar-me, nas mais diversas situações. sem a energia para continuar. 


mente numa impermanência, abatida, esmaecida. em sobremodo com todas as vozes. 



caída de joelhos num chão frio oco e vulnerável. com lágrimas que percorrem a face e caem sobre o corpo. feridas impercetíveis que ardem. uma vontade que quer ignora o perigo. um padecimento lento.


 



quanto peso nas gotas que escorrem pelo corpo...


até onde é que as asas aguentam...


qual o limite de feridas que reabrem...


até onde pode ir a renúncia de mim mesma...

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