Silêncio, nunca existiu. Ruído de fundo para não ouvir os demónios internos ou a verdade crua à frente do olhar. Paredes que tanto carregam, aquele ambienteturbulento, que se pode tornar tempestuoso ou sereno em segundos. Essa mudança tão simples que traz tanta revolta e pontas soltas.
Um corpo e mente a transbordar. Presa em mim mesma, a fantasia de liberdade desfeita. Uma bolha de constante ansiedade, um corpo a reviver os gatilhos. A falta de quietude para amparar a mente que acelerou, ainda mais, e não é capaz de processar tantas emoções.
As ondas, apesar de carregadas de detritos, tornaram-se claras. Percepção e transparência perante um olhar presente e distante. O que faltou, o que falta, o que não irá existir. O quanto se carregou nas costas, em papéis que não me pertenciam.
2 pesssoas a olharem-se nas profundezas da alma. A dor e incompreensão ao longo dos anos. A espera daquelas palavras que nunca chegam. Os tão eternos abraços, que arrepiam o corpo.
Ciclos que se encontram, o sonhar da liberdade, a agitação interna. E tanto ainda fica por dizer, mas tanto se faz sentir.
Boa noite e boa semana!
ResponderEliminarBeijinhos