Young Mother Sewing, Mary Cassat

No chão, ao pé da lareira, a brincar com as bonecas e os carros. Enquanto a mãe estava no sofá a fazer ponto cruz. Assim eram os finais de tarde quando os dia eram curtos e escuros. Aconchego e aprendizagem. Havia dias em que era a mãe a ensinar-lhe. No colo, atenta e curiosa, até apanhar o jeito. E com isso cresceu o gosto. As tardes continuavam à pé da lareira. Mãe e filha a fazer ponto cruz. Ou a filha a pedir à mãe para ler.
Não era só uma rotina, era o tempo de qualidade. Saborear enquanto durava. Passar ensinamentos, conversar, alimentar o vínculo de gerações.
Tempo de contemplação e transmissão de conhecimentos.
ResponderEliminarBoa semana!
Beijinhos
O que me fascina neste tipo de pintura é o retrato de um momento passado de há dois séculos. Se fores um dia às Caldas da Rainha, visita o museu José Malhoa, tem quadros alusivos a passar do tempo. Como este.
ResponderEliminarAbraço
Eugénio
Algo que já nao acontece tanto, mas às vezes é tao importante.
ResponderEliminarDo passado, mas que ainda se pode aplicar aos dias de hoje.
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