sábado, 25 de dezembro de 2021

época

Em criança o natal era mágico, toda aquela alegria, conforto e amor. Depois passou a ser uma época onde me sentia inferior porque por toda a pressão de  comparação, também o fazia a mim mesma ao ouvir os relatos de como eram as festividades passadas e o que recebiam e davam. E depois chegou a altura a ser um dia, com um pouco mais de cuidado à refeição, mas o ambiente era o mesmo de tantos outros


Este ano foi o primeiro de quebrar o ciclo, ter a oportunidade de escolher como festejar. Não ter viagens marcadas, estar tão absorvida pelo trabalho e vida pessoal não deu espaço para assimilar a época festiva. Celebrei o yule à minha maneira e como desejava desde que embarquei nesta caminho de ir encontro ao antigo e a mim própria. Mas a verdade é que houve muitas alturas por videochamada que o coração chorou. A saudade é fodida! Pelo menos tem o gato a marcar a minha presença e esta tudo certo e como deveria ser....


Na cadeira de baloiço a olhar pela janela, ver os corvos a poisarem nos telhados, a rua deserta. Toda esta calma, em contaste com a viagem de alma interior que esta a acontecer. A sequência de emoções a fluir, a gratidão e alinhar com o caminho da humildade. A realização dos actos na maior das inocências e deparar-me com espelho e reações inesperadas. Em contraste com os olhos a brilhar de felicidade, um retornar às crianças interiores.


Sem dúvida uma época a não esquecer, pelo melhor e pior. Pela criação de novas memórias, de novas tradições. 


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